O que você acha mais perigoso: saber pouco ou achar que sabe muito? E por quê?
Achar que sabe muito. Quem sabe pouco ainda observa, pergunta, aprende, reconsidera. Existe uma certa abertura nisso. Agora, a falsa sensação de domínio é perigosíssima. Porque ela silencia dúvidas, e as dúvidas costumam ser o que impede as pessoas de cometer certos erros com absoluta convicção. O conhecimento verdadeiro quase sempre vem acompanhado de alguma humildade. Já quem acredita saber tudo geralmente para de escutar e pessoas que não escutam tendem a ultrapassar limites sem nem perceber.
Achar que sabe muito, digo isso sem hesitação alguma! Quem sabe pouco ainda carrega uma abertura — consciente ou não — para o que não conhece. Existe esse tipo de permeabilidade natural na ignorância que, paradoxalmente, a torna menos perigosa do que parece. Ela permite correção, permite entrada… ao contrário de quem acha que sabe muito, que já fechou as portas por dentro. E o problema não é o que essa pessoa ignora, é que ela parou de suspeitar que existe algo a ignorar. É um estado muito confortável e muito difícil de abandonar, porque a certeza tem uma estética bastante sedutora, convenhamos.
Saber pouco não assusta tanto, porque ainda existe espaço pra dúvida, pra escuta, pra aprender. Perigoso mesmo é achar que sabe muito. É nesse ponto que a pessoa para de questionar, ignora sinais, atravessa limites, e nem percebe o estrago que pode causar. A falsa certeza cega mais do que a ignorância.
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