In a world of fine art and old wine, the truth is the only thing I can't find in a catalog.
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Escolher uma única herança cultural preferida é quase impossível para mim, pois sou feita de dois mundos que se completam em uma mistura onde cada lado oferece algo essencial para quem me tornei. Da Rússia, por exemplo, herdei a paixão pela arte e minha conexão com a literatura russa trazem a profundidade emocional necessária para enxergar o mundo sob novas perspectivas.
Já a França me deu a estrutura do pensamento crítico, que, para mim, vai além do acadêmico e é o que molda minha ética profissional e cotidiana.
P.S: Até mesmo a moda e a estética francesa me definem, mas nunca de forma fútil.
Qual é o seu tipo de homem?
O meu tipo de homem é aquele que dispensa as palavras e simplesmente toma atitude — até porque não tenho tempo para jogos e deixo muito claro que isso apenas nutre o meu desinteresse.
Ele também precisa permitir a minha aproximação em vez de erguer muros, me protegendo com a mesma intensidade com que me coloca em um altar. Afinal, eu não mereço nada menos que a devoção absoluta.
Existem lugares que visitamos e lugares que nos habitam. Qual parte de você ainda reside em um solo que você não pisa há anos?
Se me perguntarem onde meus pés tocam hoje, eu diria, sem hesitar que é na Borgonha, França, onde meu presente se firma e onde planejo meu futuro como sócia-proprietária da vinícola da família, cuidando de cada detalhe administrativo com o mesmo rigor que aplico à curadoria de arte e antiguidades nos leilões que comando (minha principal atividade profissional).
No entanto, quando você me pergunta qual parte de mim reside em um solo que não piso há anos, eu volto a São Petersburgo. Lá residem minhas memórias mais puras, de um tempo em que minha felicidade não precisava de proteção e eu não precisava de escudos. Além disso, São Petersburgo tinha Amélie, a melhor irmã do mundo, e não há nada de que eu sinta mais falta do que dela.
Tem algo em você que você costuma esconder das pessoas porque acha que não seria compreendido da forma certa?
Nossas inseguranças são as sombras que costumamos esconder, e comigo não é diferente. Nem todos os meus dilemas seriam compreendidos e acredito que cabe somente a mim equilibrá-los para que não interfiram na minha vida social. Além disso, também acredito que a cura deve vir de dentro, pois não quero sobrecarregar quem está ao meu redor — e, sim, talvez eu esteja carregando um peso que poderia dividir com quem caminha ao meu lado, mas prefiro processar esses medos aos poucos, à medida que são postos à prova. Afinal, nem a pessoa mais forte do mundo sai ilesa desse processo.
Quando o assunto é a morte, o que me assombra é o receio de não ter vivido o suficiente ou de não ter me arriscado o quanto deveria, e só a ideia de perder oportunidades por insegurança me decepciona profundamente. Por isso, se eu pudesse escolher entre saber quando ou como vou partir, escolheria o tempo, sem qualquer sombra de dúvidas. Saber como vou morrer me faria refém do medo, limitando meus passos, enquanto saber o "quando" me daria a liberdade de esgotar cada segundo, alimentando minha sede de viver até o último adeus.
Apesar da rotina intensa, faço questão de sempre reservar um momento para mim. Em minhas viagens, sempre encontro brechas para explorar o país onde estou e mergulhar na culinária local. Já em casa, meu verdadeiro refúgio são os meus hobbies, como a pintura e a cerâmica. Além disso, jamais abro mão do meu ritual de autocuidado e maquiagem, porque, para mim, esse zelo é fundamental na minha relação comigo mesma e é uma etapa inegociável em meio à bagunça de horários e destinos.
Jamais, em hipótese alguma, silencie o que sente apenas para manter o outro confortável. Esse tipo de sacrifício tem um preço alto demais e pode arruinar você.
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