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Há alguma percepção que os outros têm sobre você que você sente que não corresponde à realidade?
Há quem enxergue em mim uma inocência um pouco exagerada, como se eu fosse ingênua ou alheia a certas coisas do mundo ou maldade em geral. Mas essa percepção não corresponde totalmente à realidade. Muitas vezes, o que parece inocência é apenas uma escolha pessoal de agir com calma, discrição ou de não expor tudo o que sei e penso. Eu observo bastante, compreendo mais do que aparento, só não vejo necessidade de demonstrar isso o tempo todo.
Tópico sensível (já que eu nunca vou ter um date com eles): Dr. Spencer Reid (série Criminal Minds), Benjamin Barry (filme, Como perder um homem em 10 dias) e Aldo Reine (Bastardos Inglórios).
Meu Deus, Mort. Eu acho que... As unhas? Elas crescem de volta naturalmente, ao menos, não é?
Eu seria o “algo” de A Metamorfose. O que é válido, não é? Constantemente acham que ele é uma barata.
Cite algo não-sexual que você acha sexy.
E lá vamos nós com minhas respostas atravessadas e tendenciosas, não é? Mas, bem... Contato visual intenso, aquela voz de quem acabou de acordar, mãos (mãos, de qualquer tipo, elas nem precisam ter tantas veias aparentes, eu gosto de dedos longos), quando alguém tem domínio com a faca (me parece bem sexy quando alguém corta vegetais muito rápido), sussurros, mãos em minha cintura para me guiar, convites para um encontro (e eu incluiria surpresas nisso), um cabelo bagunçado, me mandar algo e dizer “eu me lembrei de você”, homens que sabem dirigir bem, assertividade, beijos na testa (há algo de íntimo nisso), e o maior de todos: perguntar sobre mim. A arte de se importar.
Em meu ponto de vista, o sexo só é visto como uma degeneração pela crescente avassaladora do conservadorismo, ligados à políticas sócio-religiosas, para controle populacional. O que você acha a respeito? Concorda ou discorda? Ou tem uma opinião diferente?
O sexo é poder, então, concordo em partes! Ao longo da história, discursos conservadores — especialmente quando articulados com estruturas político-religiosas — frequentemente usaram a moral sexual como ferramenta de organização social. Regular o corpo, o desejo e a reprodução sempre foi uma forma eficiente de manter ordem, hierarquia e previsibilidade demográfica. Mas reduzir a visão do sexo como “degeneração” apenas ao conservadorismo contemporâneo talvez simplifique demais questão. Muitas tradições religiosas associam sexo à responsabilidade, família e reprodução. O problema não é necessariamente o sexo em si, mas o sexo fora de um modelo considerado legítimo (para alguns). Em contextos de insegurança social, essas normas tendem a se tornar mais rígidas. Controlar narrativas sobre sexualidade pode ser uma estratégia de controle social — principalmente sobre mulheres e minorias. Políticas reprodutivas, educação sexual e direitos civis sempre foram campos de disputa.
Pessoalmente, o sexo jamais deveria ser tratado como degeneração porque o prazer é uma dimensão legítima da experiência humana. Nós não existimos apenas para produzir, reproduzir ou obedecer normas. Também existimos para sentir, conectar e experimentar intimidade. Eu gostaria de ver as pessoas experienciando isso sem amarras, sem culpa cristã herdada, sem medo imposto, sem a sensação constante de que o próprio desejo é algo a ser vigiado. Gostaria de ver o prazer vivido com consciência, consentimento e maturidade, mas também com leveza. Que o sexo pudesse ser entendido como troca, conexão e vitalidade; não como pecado automático ou instrumento de controle.
O prazer, quando vivido com consentimento e responsabilidade, não é sinal de decadência moral. Ele é parte da saúde emocional, da construção de vínculos e até do autoconhecimento (principalmente!). Transformá-lo automaticamente em algo sujo ou perigoso costuma gerar mais culpa e repressão do que proteção. Reduzir o sexo à ideia de degeneração me parece simplificar algo que é complexo, simbólico e profundamente humano. Quando o debate sobre sexo e sexualidade vira guerra moral (que é o que acontece na maioria das vezes), as pessoas deixam de ser indivíduos e passam a ser símbolos. E aí o que deveria ser íntimo, humano e complexo vira argumento dentro de uma disputa política. Para mim, o verdadeiro avanço social não está nem na repressão nem na permissividade cega, mas na maturidade coletiva de lidar com a sexualidade como parte da vida.
Eu vou ficar muito triste com os dois casos porquê: sou bailarina e adoro falar. 😶 Podemos pular essa questão?
Ser curioso/a sobre mim cria uma ótima intimidade, mas a maior de todas é me ter vulnerável por perto.
Consigo reunir três: ser compreendida (consequentemente escutada), encontrar uma amizade verdadeira & la petit mort.
A vulnerabilidade tem esse efeito curioso em mim; não expõe o corpo, expõe o que eu sempre tentei proteger por dentro. Às vezes acontece numa conversa honesta, quando admito que estou com medo. Outras vezes, quando digo que me importo, porque me importar é sempre correr o risco de não ser acolhida de volta.
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