Eu procuro sempre manter comigo algum resquício de outrora. Não exatamente pra ser o mesmo de sempre, mas pra lembrar do que me trouxe até aqui. Então não sinto falta exatamente de alguma versão minha. As circunstâncias mudam conforme a vida passa e não faz sentido se manter o mesmo sempre — mesmo que sua essência fique intacta.
Sinto falta de versões minhas que ainda tinham certas expectativas. Não necessariamente de quem eu era, mas da forma como eu via o mundo naquela época.
Existe. Não tão longe assim, mas já tão mudada. Tão calejada.
Sinto falta da versão de mim que ainda via o meu irmão como alguém que sempre estaria na porta ao lado.
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