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Admiro e me importo com o poder da arte e com a forma como ela atinge as nossas emoções — revolta, melancolia, amor. Hoje a vejo como uma das armas mais importantes do mundo e, para mim, uma questão de sobrevivência. Não seria nada sem respirar arte, sem dedicar ao menos cinco minutos do meu dia para consumir ou criar algo. É uma das poucas coisas capazes de nos lembrar que ainda estamos vivos, mesmo quando todo o resto parece tentar nos anestesiar.
A arte pra mim é tudo aquilo que faz meu cérebro ferver de ideias e pensamentos, que mexe com os meus sentimentos e subconsciente. Pode gerar agitação, amor, raiva, inquietação, deslumbre, desgosto, conforto visual ou auditivo, que seja! Mas eu tenho que sentir algo vivo consumindo aquilo. Pra mim isso é arte, essa coisa em movimento capaz de nos fazer sentir.
A arte me interessa porque não exige uma única interpretação. Duas pessoas podem contemplar a mesma obra e sair com impressões completamente diferentes, e nenhuma delas necessariamente estará errada. Poucas coisas nessa vida permitem esse tipo de liberdade.
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